Podia ter vivido um amor Grand’ Hotel.

Grand’ Hotel é uma música que foi lançada em 1991 pela banda Kid Abelha. Foi escrita pelo trio George Israel, Lui Farias e Paula Toller. Eu não diria que, necessariamente, tenho uma história com essa canção (muito bela, por sinal!). Ela estava ali fazendo a trilha ambiente da minha infância, sem que eu me atentasse para isso. Anos 1990 e meu tio adolescente colocava as fitas cassete pra rodar no gravador. Fã das bandas de rock dos anos 1980 e exímio apreciador de música nas alturas, meu tio não deixaria faltar Kid Abelha em sua playlist. Estava lá a Paulinha cantando enquanto eu brincava de pique esconde com as minhas primas, no quintal.

Kid Abelha é assim: um caso curioso de músicas que sei cantar sem lembrar direito como e nem por quê. Só sei que é bom! Mais tarde, meu amigo violonista e cavaquinista Brown Sousa a sugeriria para a fazermos juntos pra o canal. Eu (que nem gosto de receber indicações de coisas pra ouvir e cantar de mentira que eu adoro, sim) me amarrei na ideia! Principalmente porque, mais tarde, também, a Paula Toller seria uma grande inspiração pra mim. Nossos timbres se assemelham em leveza e alcance de agudos. Ela sabe muito bem o que fazer com a voz e ouvi-la é aprender e me espelhar nisso.

Grand’ Hotel é a descrição do típico amor imaturo que não cultiva o tempo certo para plantios e colheitas. São os impulsos do ego que falam mais alto sem se importarem com as consequências. É a tradução poética da dor do arrependimento, das dúvidas sobre ter feito diferente. É a preferência pelos extremos: se amar como eu amo não dá certo, então, será que é melhor não amar? É aquele sentimento, sabe, tão intenso que não questiona o que é o amor, que não aceita outras condições, que não enxerga o que a inexperiência não pode mostrar. É uma melodia doce e melancólica de uma história que poderia ter sido mas não foi.

Sorte nossa que as coisas têm um tempo certo para acontecer, né? Tudo o que vem é reflexo do que sentimos e de como sabemos lidar, até aquele momento. Atraímos situações e pessoas em sintonia com a nossa sintonia. Dor é oportunidade. Dor é evolução.

Aí vai o cover que fizemos (a long time ago) de Grand’ Hotel :*


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