Se eu decidir acreditar #1 – Apresentação

“Luna Gabriele Ferreira Lima: este é o meu nome. Tenho vinte e… ah, esquece a minha idade! Estou tentando escrever um diário, me disseram que ia me fazer bem colocar os pensamentos para o papel. Poderia me ajudar na organização das ideias. Papo de psicólogo. Tenho um, se quiser indico (não posso indicar nada para um caderno que, nunca, será lido. Aff…). Enfim, hum… não sei o que escrever nesta primeira folha.

Sou economista. Estudante. Trabalho e estudo. Sou atendente de uma escola técnica. Aí é isso. Eu queria, na verdade, ser artista, musicista para ser mais precisa. Eu estudo escondido no conservatório, aqui, do estado. Meu pai nem sonha que eu estou lutando pelo meu sonho (lutando entre aspas, todos os dias me pergunto se não seria melhor desistir). A rotina é puxada: manhã e tarde no trabalho, três noites da semana nas aulas (inventando desculpa pra não dizer que estou estudando Música), mais uma noite da semana eu ocupo com a terapia.

Pra estudar em casa, é um rebuliço. Não dá pra cantar nem tocar muito alto pra ninguém ouvir. Nem quero que ouçam. Não quero envolver minha família nessas minhas coisas de música. Eles não me apoiam. Eles me dão força pra desistir. Viver da minha arte é o meu sonho, mas como é que se faz isso, no Brasil, me explica? Eu gosto dos números, do pensamento lógico, de organizar planilhas etc, mas não tem sentido a vida quando não tem eu fazendo música, entende? (Quem entende?…). O que eu quero dizer é que não sou infeliz no meu curso mas ele não é a primeira opção da minha felicidade e eu não quero ser um ser frustrado”.

Luna não sabe se continua atendendo às expectativas da família quanto ao seu futuro profissional ou se segue o coração. Ao atender as expectativas dos outros ela deixa de ser julgada pelas pessoas com quem convive, mas também fica triste ao desistir do que, realmente, quer. Ao seguir o coração, ela se enche de felicidade, mas também trava uma guerra com a família, sem contar na bagunça que vão ficar as coisas dentro dela. Estudar e trabalhar não é coisa fácil. A Música exige dedicação mas Luna não tem tanto tempo disponível para isso e esmorece a cada vez que tenta se aproximar do sonho sendo impedida por essas e outras dificuldades. O que Luna pode fazer?

Você pode continuar esta história, aqui, nos comentários e acompanhar o desenrolar dos fatos na categoria Pitaque, se quiser. Já pensou se a sua sugestão for aprovada? Você vai ver seu nome e seus pitacos na história. Quem nunca quis criar o rumo de uma novela? Comenta aí!

3 Comments

  1. Ensinaram pra gente que trabalhar com o que amamos nunca será trabalho. Trabalhar é penoso, é cansativo, mas se amamos cansa menos? E se Luna alcançasse o seu sonho, e se tudo desse assustadoramente bem? Será que ela teria uma rotina menos cansativa do que essa?

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  2. Luna devia arranjar um emprego em que trabalhasse apenas meio expediente, dessa forma teria mais tempo para se dedicar ao que mais gosta de fazer. Às vezes, receber um pouco mais no fim do mês não proporciona o bem_estar que almejamos. Nesse caso, Luna deve se esforçar para conseguir um trabalho assim para ter condições de aperfeiçoar ainda mais os seus dons. Depois de muita dedicação, Luna se sentirá segura para abrir mão do emprego antigo e buscar uma forma de sobreviver apenas fazendo o q mais gosta e não vai demorar muito para que isso aconteça. Aí é qdo ela vai olhar para trás e perceber que seu esforço valeu a pena.

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